Resolvi ir ao médico, tinha alguma coisa errada comigo e eu só não sabia o que.
Cheguei ao consultório e após muitas horas de espera finalmente fui atendida. Um médico com quase todos os cabelos grisalhos, sinal que já deve ter passado por muitas preocupações nessa vida, não é isso o que dizem?
Ele me cumprimentou e disse para contar o que estava sentindo.
Sentei-me em uma poltrona branca, que me deu uma vontade enorme de dormir, e lhe contei que o problema era realmente esse, eu não conseguia sentir.
Os olhos do médico se arregalaram e ele me perguntou: Explique melhor, não consegue sentir algum membro do seu corpo ou não sente absolutamente nada?
Pelo jeito que ele me olhou a minha explicação não tinha sido das melhores, então resolvi falar de outra forma: Doutor, eu não sinto nada. O livro não me prende a atenção, o programa mais engraçado da TV não me faz rir e as músicas que antes colocavam um sorriso em meu rosto agora eu não consigo mais escutar. E logo eu que dormia muito, não durmo mais, aquela sensação de bem estar que me acompanhava todo dia sumiu! Não sinto mais nada, sei que alguma coisa está errada.
Ele ficou me fitando por alguns minutos, perguntou mais algumas coisas e me mandou fazer uma bateria de exames. Fiquei preocupada, o que será que eu tinha que necessitava de tanto estudo?
Depois de algum tempo ele voltou, sentou na minha frente e disse: Várias pessoas vêm me procurar com os mesmos sintomas que você, isso é mais comum do que parece.
Fiquei pálida, e olha que isso é difícil, e logo perguntei: Mas é muito grave?
Ele deu um sorriso caloroso, que a muito tempo eu não tinha a oportunidade de ver, e disse: Não se preocupe, meu bem, isso que você esta sentindo são só sintomas da saudade. Só que o remédio as vezes aparece ou pode ser que ele nunca chegue, então se eu fosse você eu tentaria melhorar por conta própria.
Não posso negar que o que ele disse fez um sentido enorme, mas não me alegrou muito. Ele tinha acabado de me receitar o remédio mais difícil pra se encontrar, antes ele tivesse me passado algum comprimido ou injeção, mas não ele inventou de me receitar aquela tal força de vontade.
Ao ver a minha cara de desanimo, ele tratou logo de me reanimar: Esse remédio pode ser difícil de achar, mas confia, assim que você o encontrar as coisas vão melhorar de uma forma que você nem imagina.
Com isso ele deu a consulta como encerrada e então eu sai do médico com a receita na mão e a responsabilidade de achar a força de vontade o mais rápido possível.
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
domingo, 19 de setembro de 2010
Mil vezes.
Hoje foi de longe um dos piores dias do ano, sem exageros, parece que a minha imaginação tirou o dia pra acabar com o meu sossego, trazendo de brinde aquelas lágrimas que inventam de aparecer nas horas mais impróprias e demoram pra ir embora.
Mas mesmo assim eu continuava a dizer pra mim e para as pessoas que me perguntavam, que estava tudo bem, que o que estava me tirando o sossego iria passar. E então eu sorria para que eles pudessem acreditar que aquelas palavras eram verdadeiras.
Um dia me disseram que uma mentira contada mil vezes vira uma verdade. Então eu vou continuar dizendo que esta tudo bem e que vai passar, até que um dia seja verdade.
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Incerto.
Nem o sim, nem o não. O que me enlouquece é o meio termo.
O problema é esse quase que me segue todos os dias; eu quase te amo, você é quase meu e essa relação é quase real.
Você não termina, nem começa nada. Quem sabe se fizesse algum dos dois eu iria conseguir dormir sem imaginar um milhão de coisas que eu não sei se vão acontecer, quem sabe assim eu conseguiria virar a página, engolir nossas histórias e começar de novo.
Adoro estar ao seu lado, mas essa alegria que vem e que passa ta me tirando do sério. Não sei se devo me entregar ou se devo recolher todos os sentimentos fingindo que nada aconteceu.
Sou cheia de incertezas, por um lado eu te quero intensamente, mas por outro eu tenho medo de que ao não conseguir te ter, meu coração se endureça novamente. Medo de que eu nunca passe do 'se', do 'talvez'.
E essa incerteza me entristece, me enche de dúvidas e, mesmo sem querer, eu vou me fechando, voltando a ter aquele medo de amar que eu tinha perdido ao te conhecer.
O problema é esse quase que me segue todos os dias; eu quase te amo, você é quase meu e essa relação é quase real.
Você não termina, nem começa nada. Quem sabe se fizesse algum dos dois eu iria conseguir dormir sem imaginar um milhão de coisas que eu não sei se vão acontecer, quem sabe assim eu conseguiria virar a página, engolir nossas histórias e começar de novo.
Adoro estar ao seu lado, mas essa alegria que vem e que passa ta me tirando do sério. Não sei se devo me entregar ou se devo recolher todos os sentimentos fingindo que nada aconteceu.
Sou cheia de incertezas, por um lado eu te quero intensamente, mas por outro eu tenho medo de que ao não conseguir te ter, meu coração se endureça novamente. Medo de que eu nunca passe do 'se', do 'talvez'.
E essa incerteza me entristece, me enche de dúvidas e, mesmo sem querer, eu vou me fechando, voltando a ter aquele medo de amar que eu tinha perdido ao te conhecer.
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